quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fantasia dos ventos

Saudações, minhas caras amazonas e nobres cavaleiros! Cá estou eu novamente e hoje, gostaria de falar sobre um dos meus jogos favoritos, e, na minha opinião, o melhor de toda a série Final Fantasy, o Final Fantasy V, lançado em 1995 para Super Nintendo com versões para Game Boy Advanced e Play Station 1!


Tema principal do Final Fantasy V- Ahead on our way


Comecemos falando sobre a história do jogo: Um dia, sem motivo aparente, os ventos de todo o mundo começam a agir de forma estranha. O rei do castelo de Tycoon então deixa sua filha Lenna no seu castelo e parte em seu Hiiryu (dragão com alta velocidade de voo) para o santuário do vento. Lenna fica preocupada com seu pai e resolve ir atrás dele, porém, no caminho, é surpreendida por um grande meteoro que cai na Terra, por sorte ela consegue sobreviver, porém, desacordada, é atacada por goblins selvagens. A rapariga é salva por Bartz (ou Butz), um aventureiro que viaja pelo mundo montado em um choccobo. Próximo à aonde o meteoro se chocou, os dois encontram um velho que não consegue se lembrar de nada, ao não ser do seu nome, Galuf. Os três decidem ir juntos até o santuário do vento. No caminho pedem à um bando de piratas para leva-los até o santuário, o capitão dos piratas, Faris, por algum motivo, decide ajuda-los.

Arte feita por fãs- Bartz e Faris

Os sistemas do jogo são até mais bem elaborados do que os do seu sucessor. No Final Fantasy V, o jogador pode, não só escolher qual classe cada personagem será (contando com um total de 22 classes jogaveis), como, conforme os personagens upam os níveis com experiência ganha, eles também uparão as classes com a habilidade ganha e cada nível de classe que o personagem avança, ele ganha uma nova técnica.

Arte feita por fãs que mostra algumas das classes do jogo.

A jogabilidade nem pode ser mencionada, pois é bem simples, porém complexa. Digo isso pois, a versão para Snes(a que eu joguei) era ótima, porém, não me agradei muito com as versões de PS1 ou GBA. Mas de todo modo, a jogabilidade é ótima como qualquer outro Final Fantasy, porém com algumas características que deixam-a única.

Esse sistema de classes proporcionou uma das melhores coisas do Final Fantasy V que é o fato de, se o jogador sabe jogar bem, upa as classes certas e escolhe as melhores combinações de habilidades, ele pode avançar no jogo sem ter aquela velha ideia de "tenho que upar pra matar o chefe x" (isso é um saco, vai dizer que não?).

Mas voltando à análise, a trilha sonora é extremamente bem feita, ao jogar, a música fluiu tão tranquilamente se adaptando muito bem com o momento, mas nunca esquecendo a essência do jogo em si. Por exemplo, mesmo em uma dungeon cheia de máquinas, a música, além de se adaptar bem ao tema mecânico, ela não me deixou esquecer que o jogo tinha um tema de fantasia medieval.

Quanto aos gráficos, eu realmente gostei muito, mas, posso dizer sinceramente que a maioria dos que estão lendo este post não vão se agradar muito, pois, ela é feita em sprites e eu mesmo diria que há gráficos de jogos da mesma plataforma que são mais caprichados.

Eu gostaria também de comentar um pouco sobre os chefes do jogo. Quando à estética dos chefes, bom, eles não se movem em momento algum da batalha, porém, as sprites deles são incrivelmente bem feitas com profundidade, sombra, volume e tudo, diria que os gráficos apenas dos chefes batem de 11 a 0 com os do resto do jogo (em capricho, é claro).
Quando eu joguei pela primeira vez, fui um tanto quanto "cabeça-dura" por que resolvi enfrentar o chefe final com meu melhor personagem no nível 39 sendo que o mais recomendável é terminar o jogo com todos os personagens próximos ao nível 50. Aí eu posso mostrar como o "saber jogar vale mais" do que o nível em que o seu personagem está.

Neo Exdeath-Ultima forma do chefe final do original de Snes.
Só queria deixar constatado mais uma coisa ótima do jogo: os chefes extras. Esses sim valem a pena treinar as habilidades e lutar por horas a fio, pois, esses chefes são ainda mais poderosos do que o chefe final! Dois são os mais importantes, Shinryuu e Omega. 

Shinryuu lança ataques simplesmente impiedosos, pelo o que eu consegui analisar, ele faz uma sequencia de 3 ataques por turno (dele) os ataques que ele pode usar são raio atômico(elemento fogo que dava 1 Hit-KO em todos os meus personagens), maré alta: (elemento agua que dava 1 Hit-KO em todos os meus personagens), bafo venenoso (dava poison em todos os meus personagens), Maelstrom (elemento vento, deixava todos os personagens com apenas um digito de HP), o ataque físico (dava quase 1000 de dano em um personagem só) e tinha mai outros que não eram tão importantes.

Shinryu na versão original do Snes.

O nível recomendável para lutar com ele era próximo ao 85, mas eu consegui derrota-lo apenas no 40. Pode-se imaginar o quão emocionante aquela luta pode ter sido, não é? Como eu disse, o "saber jogar" me ajudou. Por exemplo, depois de ver que os ataques de área dele que me davam 1 Hit-KO eram dos elementos fogo e água, equipei toda a minha party comum acessório que absorve ataques de elemento água e anulam o elemento fogo. Isto fora outras várias táticas que eu tive de montar para derrota-lo.

Arte feita por fãs-Shinryu

Bem, pessoal, espero que tenham gostado (ou pelo menos lido até o final) e que bons ventos guiem as jornadas de todos!

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